Amo o abraço intenso
Amo dos lábios o sabor
Amo o ebulir do meu sangue
E nunca parto sem calor
Amo o não-limite
Amo sorver o sentir
Amo o suspiro mais longo
Não quero pensar no porvir
Amo o falir do corpo
Amo a completa exaustão
Amo ir contra o tempo
Quero viver o eterno então.
Para você, Me. =*
sábado, 5 de janeiro de 2008
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Mais uma vez, fim!

Fim de mais um ano. E cada vez mais o tempo passa mais rápido. Este ano, especificamente, consolidou minha permanência no cerrado: me estabeleci no trabalho; conheço não só o Plano Piloto, mas também os arredores de Brasília; já digo "meu médico", "minha terapeuta" pra chamar os profissionais que me atendem em Brasília; comprei um armário pra colocar minhas roupas (Sim, até setembro eu guardava tudo em malas... Minha mãe disse que não volto mais para o Rio depois desta aquisição...); tenho conta na locadora de filmes da minha quadra; tenho lugares favoritos pra beber e comer (e já indico até itens dos cardápios para outras pessoas de Brasília!); meus sapatos já estão avermelhados da terra de Brasília (não é falta de limpeza; a terra vermelha daqui realmente impregna!); e, talvez o principal, fiz amigos. Sim, fiz amigos pelos quais já tenho um carinho enorme... Pessoas que, muitas vezes, assim como eu, buscam fazer amigos numa terra que não é a sua. Neste ano que passou, eu fiz amigos, apesar do meu curto tempo em Brasília!
Mas será que o tempo é importante? Quanto tempo é necessário pra marcar a vida de alguém? Se eu me mudasse de Brasília hoje, será que as pessoas comentariam nos círculos que freqüento sobre a minha breve existência por lá? Será que as pessoas já dizem: "A Bianca adora beber aqui! O que será que ela tá fazendo agora?" Pois é... Não sei! Só sei que eu já me lembro de algumas pessoas de lá quando faço coisas simples, como tomar um café expresso, ir ao cinema ou jogar video game. Acho que isso quer dizer que o tempo é algo muito relativo. Ele pode passar rápido pra uns, devagar pra outros; pode ser muito significante ou não representar nada de novo. E, ainda assim, permanece tempo. Tempo que passa, tempo que não volta. Tempo.
P.S.: Meu tempo agora é medido por uma ampulheta de terra vermelha. =)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Saudade
Um dia, cantaram essa música pra mim... Não sei o nome da música, nem o compositor, muito menos o intérprete, mas ela faz muito sentido. Decidi postá-la hoje, num momento de nostalgia, pisando no Rio de Janeiro novamente.
"Saudade até que é bom.
Melhor que caminhar vazio.
A esperança é um dom
que eu tenho em mim.
Eu tenho sim."
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Memórias da Falsa Carioca no Cerrado by Bianca Cristina Borges da Costa is licensed under a Creative Commons Atribuição-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
