Descobri algumas atividades essenciais aqui pelo cerrado... A primeira delas, como já disse na apresentação deste blog, é escrever. E para escrever, tenho lido mais do que estava acostumada a fazer, incluindo nas leituras incessantes muita poesia. Aliás, me descobri seguidora de uma nova religião, a religião da poesia! É no poder da poesia que acredito; é a poesia que pratico; é nela que quero viver e deixar viver.
Uma segunda atividade, que se tornou extremamente freqüente, é beber, beber bebidas alcoólicas, beber até me perder, não ter mais sentidos, sentir que tudo flui, que exalo o meu eu, que me perco nos limites do meu corpo, me perco até adormecer...
Já falei demais por hoje... Deixo aqui um poema sábio de Baudelaire. É mais que um poema; é a tradução do meu novo estilo de vida. E se conselho fosse bom...
Uma segunda atividade, que se tornou extremamente freqüente, é beber, beber bebidas alcoólicas, beber até me perder, não ter mais sentidos, sentir que tudo flui, que exalo o meu eu, que me perco nos limites do meu corpo, me perco até adormecer...
Já falei demais por hoje... Deixo aqui um poema sábio de Baudelaire. É mais que um poema; é a tradução do meu novo estilo de vida. E se conselho fosse bom...
Enivrez-Vous (Clarles Baudelaire) Tout est là: c'est l'unique question. Pour ne pas sentir l'horrible fardeau du Temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve. Mais de quoi? De vin, de poésie, ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous. Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, dans la solitude morne de votre chambre, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est; et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront: "Il est l'heure de s'enivrer! Pour n'être pas les esclaves martyrisés du Temps, enivrez-vous; enivrez-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise. | Embriague-se Aí está: eis a única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que pesa os seus ombros e o inclina em direção à Terra, é preciso que se embriague sem cessar. Mas com quê? Com vinho, com poesia, ou com virtude, à sua escolha. Mas se embriague. E se porventura, nos degraus de um palácio, na relva verde de um fosso, na morna solidão de seu quarto, você acordar, a embriaguez já tiver diminuído ou desaparecido, pergunte ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responderão: “É hora de se embriagar! Para não ser escravo martirizado do Tempo, Embriague-se; Embriague-se sem cessar! Com vinho, com poesia ou virtude, à sua escolha.” |
