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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Por que desejo esse?

Um pouco de Roland Barthes hoje:

“Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designa a especialidade do meu desejo. Foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras), para que eu encontre a Imagem que, entre mil, convém ao meu desejo. Eis um grande enigma do qual nunca terei a solução: por que desejo esse?”

(Fragmentos do discurso amoroso, 1981)

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Plano Piloto

Mais uma noite na rua. Mais uma noite aprendendo cada vez mais nas ruas de Brasília. Mais uma vez bebendo e conversando e ouvindo coisas interessantes que me fazem pensar... Lá estava eu bebendo frisante num bar muito cult com amigos; de assunto em assunto, chegou-se ao planejamento de Brasília. Um dos ocupantes da mesa explicou que Lúcio Costa, ao planejar a cidade, tinha em mente a criação de quadras que funcionariam como pequenas vilas, onde os moradores encontrariam tudo de que necessitassem à distância de uma curta caminhada. Lúcio imaginava que cada quadra teria escola, comércio local e diversão e que as pessoas precisassem de seus carros apenas para ir ao trabalho. Simples assim. Gargalhei. Gargalhei aquela gargalhada que aqueles que me conhecem sabem bem. Essa é uma excelente piada! Pobre Lúcio! Tão ingênuo! De onde quer que ele esteja nesse momento, deve estar profundamente decepcionado com os desvios do seu planejamento, com o rumo que o Plano Piloto tomou, com a necessidade extremada de um carro para fazer praticamente tudo nesta cidade.
Bem, esse papo regado a frisante me fez pensar sobre planejamentos... Passamos tanto tempo planejando, pensando e repensando, traçando planos e estratégias para, no fim das contas, percebermos que a vida simplesmente acontece. Enquanto gastamos nossos chips cerebrais com o árduo planejamento de nossas vidas, elas estão correndo, fluindo, escapando do aprisionamento que tentamos construir. Na verdade, a dinâmica da vida é difícil de ser cercada, retesada, freada, acelerada... Ela simplesmente acontece no seu tempo e a seu modo. Acredito que seja mais saudável desejar. Os desejos são guias, iluminam a caminhada, mas não impedem o movimento natural das coisas. Eles permitem as mudanças súbitas de rumo ou a parada total; permanecem lá e servem de inspiração. Inspirados pelos desejos, realizamos mais e ficamos menos frustrados, porque não estamos fechados num esquema que tem que dar certo. Desejando, não adiamos o viver, aproveitamos cada dia. Concluindo, deixo aqui um trecho de Luiz Fernando Veríssimo: ‘Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu’.

P.S.: Nesta foto estou em mais uma jornada exploratória no mundo das bebidas alcoólicas... Esse é o trifásico... Três vezes eficiente. Hic! Hic!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Please, take me back to the start.

Hoje acordei querendo voltar no tempo: queria uma máquina que conseguisse rebobinar minha vida. Queria voltar para o começo do meu findo relacionamento amoroso... Lá onde tudo começou não havia mágoa, ressentimento, impaciência, só havia esperança e a chance de fazer tudo certo. Aliás, o que é certo? O que é errado? Hoje, a impressão que tenho é que fiz tudo errado; e tudo parecia tão certo tempos atrás. O desejo de hoje, de voltar no tempo, é o desejo de ter uma chance de fazer diferente, de talvez aproveitar o crescimento de hoje para acertar no que já passou. Não consigo desligar meus pensamentos quanto às possibilidades impossíveis. Sim, impossíveis. Porque, embora crescemos com a experiência, não seremos outras pessoas. Não dá para comprar uma nova essência no mercado ou na padaria: somos quem somos. E talvez se fosse possível o tal retorno para o começo, agiríamos praticamente da mesma forma. Acredito que poucas coisas seriam diferentes: talvez um julgamento ou outro, mais paciência com os problemas, menos tolerância com a falta de respeito. E talvez estas poucas coisas fariam a diferença... Bem, nunca vamos saber! Nunca conseguirei a tal máquina, portanto nunca rebobinarei minha vida! Então, porque pensar nisso e desejar algo impossível? É melhor olhar para a frente, olhar para o hoje, porque isso é possível. Precisamos procurar as possibilidades possíveis e gastar nossa energia na construção da continuação da nossa história. O que passou, passou. Gone with the wind.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Dia Difícil

Depois de tudo, é isso o que eu quero dizer... Faço minhas as palavras de Nancy Wilson:

I Wish You Love
(by Nancy Wilson)

Goodbye, no use living with our sins
This is where our story ends
Never lovers, ever friends
Goodbye, let our hearts call it a day
But before you walk away
I sincerely want to say

I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And then a kiss but more than this
I wish you love
And in July a lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health and more than wealth
I wish you love

My breaking heart and I agree
That you and I could never be
So with my best, my very best
I set you free
I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
But most of all when snowflakes fall
I wish you love

My breaking heart and I agree
that you and I could never be
So with my best, my very best, I set you free
I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
But most of all when snowflakes fall
I wish you love ...